Foi uma sessão
curta, de poucas práticas, mas intensa na emoção. Um recomeço, depois da
relação quase perdida, por isso era especial, queria agradar ao Dono ainda mais
do que antes. E meu Dono foi especialmente carinhoso nessa sessão, mostrou ser ainda
o mesmo homem que eu conheci, educado e gentil, ao mesmo tempo em que é firme e
sabe o que quer da Sua sub, um Dominador no melhor sentido da palavra, ao menos
de acordo com a minha definição de Dominador “ideal” (antes que pensem que
estou pregando a unicidade de comportamentos BDSMèr).
A escolha da
roupa foi livre para a sub dessa vez, estava curiosa para saber se Ele
aprovara, ansiosa para agrada-Lo, e, sim, um elogio me deixou mais calma,
porque essa sub estava tensa, como de costume. Ele me mandou me despir, o que
fiz lentamente, com o olhar do Dono na sua “stripper” exclusiva. Em seguida
deixa Sua sub matar a vontade de ser a cadela do Dono, lambendo-o e adorando-o
como só uma cadela se satisfaz em fazer, começando aos pés do Dono e me deliciando
longamente com Seu pau. Seu olhar enquanto o chupo compensa toda a espera e ansiedade,
Seu tesão visível crescendo em minha boca deixa essa sub mais à vontade, e
posso liberar meu tesão também. Aliás, tesão preso há semanas. Uma das regras
do meu Dono é que a sub não se toca, muito menos goza sozinha, só com o Dono. E
eu tinha o hábito quase diário de me satisfazer solitariamente. Tem sido um
desafio que aceito sem questionar. Mas a recompensa vem logo no início, meu
Dono me devora e ao mesmo tempo mata a fome da minha buceta, como eu gosto, de
quatro, e me deixa gozar repetidas vezes. Mas Ele se controla, guarda Seu
melhor para o final.
Com a sub já
relaxada, meu Dono vai conferir o treinamento para o “fisting”. Nas semanas
anteriores, meu Dono já vinha me preparando para essa sessão com tarefas que
fiz sob Sua supervisão, com um consolo gigante que recebeu o apelido carinhoso
de “monstro”. É um processo lento, mas meu Dono é paciente e experiente. Testa minha
evolução e força a entrada do nosso pequeno “monstro” um pouco mais. Entre uma
tentativa e outro, eu descansava, respirava fundo, me mexia, e ouvia meu Dono
dizer: “posição”! Suas ordens funcionavam como um gatilho para o meu tesão e
vontade de agrada-Lo. Voltava imediatamente à posição, me oferecendo para
receber o consolo, intercalado com Sua mão, e resisti o quanto pude, mas ainda
não foi dessa vez. Mas o Dono está satisfeito e, mesmo sendo uma
“sub-nem-tão-masoca” suportei bem essa mistura ainda inexplicável para mim
mesma de prazer e dor que tem me realizado tão plenamente.
E essa mistura
é aplicada mais uma vez na inevitável surra de “cane”, que tanto agrada aos
desejos sádicos do Dono e estou me acostumando a receber com a mesma mistura de
sensações intensas de dor-prazer sentidas no fisting ou nas outras práticas que
meu Mestre Gold me apresenta a cada sessão. E me descobrindo masoquista aos
poucos. Dessa vez Ele começou devagar, batendo a cane rápido e em diferentes
lugares, deixando a bunda da Sua sub toda rosa, e quente, muito quente. Assim
bateu por vários minutos, aumentando a intensidade, até que falou: “essas
últimas serão fortes, sub, conte-as e agradeça cada uma”. Nessas horas é que a
submissa em mim precisa daquela resiliência que o BDSM tem me ensinado a
cultivar e, ao final, a sensação é de satisfação, nos dois lados da chibata,
e que só é completa com o gozo do Dono.
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