terça-feira, 8 de julho de 2014

Quarta Sessão

        Foi uma sessão curta, de poucas práticas, mas intensa na emoção. Um recomeço, depois da relação quase perdida, por isso era especial, queria agradar ao Dono ainda mais do que antes. E meu Dono foi especialmente carinhoso nessa sessão, mostrou ser ainda o mesmo homem que eu conheci, educado e gentil, ao mesmo tempo em que é firme e sabe o que quer da Sua sub, um Dominador no melhor sentido da palavra, ao menos de acordo com a minha definição de Dominador “ideal” (antes que pensem que estou pregando a unicidade de comportamentos BDSMèr).
 
         A escolha da roupa foi livre para a sub dessa vez, estava curiosa para saber se Ele aprovara, ansiosa para agrada-Lo, e, sim, um elogio me deixou mais calma, porque essa sub estava tensa, como de costume. Ele me mandou me despir, o que fiz lentamente, com o olhar do Dono na sua “stripper” exclusiva. Em seguida deixa Sua sub matar a vontade de ser a cadela do Dono, lambendo-o e adorando-o como só uma cadela se satisfaz em fazer, começando aos pés do Dono e me deliciando longamente com Seu pau. Seu olhar enquanto o chupo compensa toda a espera e ansiedade, Seu tesão visível crescendo em minha boca deixa essa sub mais à vontade, e posso liberar meu tesão também. Aliás, tesão preso há semanas. Uma das regras do meu Dono é que a sub não se toca, muito menos goza sozinha, só com o Dono. E eu tinha o hábito quase diário de me satisfazer solitariamente. Tem sido um desafio que aceito sem questionar. Mas a recompensa vem logo no início, meu Dono me devora e ao mesmo tempo mata a fome da minha buceta, como eu gosto, de quatro, e me deixa gozar repetidas vezes. Mas Ele se controla, guarda Seu melhor para o final.
 
         Com a sub já relaxada, meu Dono vai conferir o treinamento para o “fisting”. Nas semanas anteriores, meu Dono já vinha me preparando para essa sessão com tarefas que fiz sob Sua supervisão, com um consolo gigante que recebeu o apelido carinhoso de “monstro”. É um processo lento, mas meu Dono é paciente e experiente. Testa minha evolução e força a entrada do nosso pequeno “monstro” um pouco mais. Entre uma tentativa e outro, eu descansava, respirava fundo, me mexia, e ouvia meu Dono dizer: “posição”! Suas ordens funcionavam como um gatilho para o meu tesão e vontade de agrada-Lo. Voltava imediatamente à posição, me oferecendo para receber o consolo, intercalado com Sua mão, e resisti o quanto pude, mas ainda não foi dessa vez. Mas o Dono está satisfeito e, mesmo sendo uma “sub-nem-tão-masoca” suportei bem essa mistura ainda inexplicável para mim mesma de prazer e dor que tem me realizado tão plenamente.
 
            E essa mistura é aplicada mais uma vez na inevitável surra de “cane”, que tanto agrada aos desejos sádicos do Dono e estou me acostumando a receber com a mesma mistura de sensações intensas de dor-prazer sentidas no fisting ou nas outras práticas que meu Mestre Gold me apresenta a cada sessão. E me descobrindo masoquista aos poucos. Dessa vez Ele começou devagar, batendo a cane rápido e em diferentes lugares, deixando a bunda da Sua sub toda rosa, e quente, muito quente. Assim bateu por vários minutos, aumentando a intensidade, até que falou: “essas últimas serão fortes, sub, conte-as e agradeça cada uma”. Nessas horas é que a submissa em mim precisa daquela resiliência que o BDSM tem me ensinado a cultivar e, ao final, a sensação é de satisfação, nos dois lados da chibata, e que só é completa com o gozo do Dono.
 




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