Ele agora já era meu Mestre Gold, e
eu já era a submissa {vergas}_Mestre Gold, batizada, encoleirada. Dom e sub,
Controlador e controlada, mas uma escrava ainda no início do caminho de
submissão ao seu Mestre. E com medo, muito medo, mas não é a coragem o oposto
do medo, e sim o desejo, e esse superava tudo. A mente, aquela tagarela? “Cala
a boca, sub”, eu dizia a mim mesma.
Meu Dominador é de fato um Mestre,
Aquele que sabe, ensina e orienta de forma constante Sua submissa. Entre uma sessão
e outra, são tarefas, mensagens, ordens, desafios que me propõe meu Mestre para
treinar e moldar Sua submissa. Há uma pressão constante nessa D/s, como eu não
imaginava que seria tão intensa, nem tão inexplicavelmente apreciada por essa
submissa.
Bastante tempo foi dedicado a essa
sessão, e meu Dono escolheu variadas práticas. No início, a coleira e o
treinamento da cadela. Andar de quatro, beber na tigela, tornar-se a cadelinha
devotada e agradecida, feliz em ser adestrada. Nesse momento a dominação se
confirma, a cena traz um enorme significado psicológico. Depois disso, não há
como negar sua natureza submissa, a mulher vira cadela no cio.
Meu Senhor depois me apresentou às
velas coloridas derramadas nos seios, um momento de prazer e intimidade, de pura
estética BDSMer e de muito erotismo.
Pintou Sua submissa em preto e vermelho, cobriu todo o seio e colo, num painel
vibrante e delicioso. Momento leve da sessão.
Mas essa submissa ainda com medo,
ansiosa por causa das agulhas que sabia que viriam, temidas e esperadas
agulhas. Vendada, não sabia quando chegariam. O Dono colocou-as aos poucos, com
cuidado, duas em cada seio. Uma dor aguda e diferente, aumentada pela
ansiedade. Ao final, um belo desenho. Mas ainda um desafio.
A prática de praxe, o “spanking”
bem dado pelo Dono, hora esperada e também temida, teste poderoso de submissão
para essa “sub-nem-tão-masoca” e que desperta a mais profunda sensação de
pertencimento, obediência e entrega. Não é à toa que está presente nas fotos,
comentários, imaginário e vivência dos BDSMer
como uma prática símbolo da dominação, o chicote na mão do Dono. Seja chicote,
chibata, “cane”, vara, cinto, ou palmadas, o “spanking” é instrumento central
nessa na N/nossa relação.
Ainda teve um momento de servidão
delicioso, quando a sub pode ser a empregada do seu Senhor, cozinhou e serviu
seu Dono, de coleira, salto alto e fio dental, uma refeição em todas as suas
formas para seu Mestre.



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