quarta-feira, 11 de junho de 2014

Segunda Sessão


Ele agora já era meu Mestre Gold, e eu já era a submissa {vergas}_Mestre Gold, batizada, encoleirada. Dom e sub, Controlador e controlada, mas uma escrava ainda no início do caminho de submissão ao seu Mestre. E com medo, muito medo, mas não é a coragem o oposto do medo, e sim o desejo, e esse superava tudo. A mente, aquela tagarela? “Cala a boca, sub”, eu dizia a mim mesma.

Meu Dominador é de fato um Mestre, Aquele que sabe, ensina e orienta de forma constante Sua submissa. Entre uma sessão e outra, são tarefas, mensagens, ordens, desafios que me propõe meu Mestre para treinar e moldar Sua submissa. Há uma pressão constante nessa D/s, como eu não imaginava que seria tão intensa, nem tão inexplicavelmente apreciada por essa submissa.

Bastante tempo foi dedicado a essa sessão, e meu Dono escolheu variadas práticas. No início, a coleira e o treinamento da cadela. Andar de quatro, beber na tigela, tornar-se a cadelinha devotada e agradecida, feliz em ser adestrada. Nesse momento a dominação se confirma, a cena traz um enorme significado psicológico. Depois disso, não há como negar sua natureza submissa, a mulher vira cadela no cio.

Meu Senhor depois me apresentou às velas coloridas derramadas nos seios, um momento de prazer e intimidade, de pura estética BDSMer e de muito erotismo. Pintou Sua submissa em preto e vermelho, cobriu todo o seio e colo, num painel vibrante e delicioso. Momento leve da sessão.

Mas essa submissa ainda com medo, ansiosa por causa das agulhas que sabia que viriam, temidas e esperadas agulhas. Vendada, não sabia quando chegariam. O Dono colocou-as aos poucos, com cuidado, duas em cada seio. Uma dor aguda e diferente, aumentada pela ansiedade. Ao final, um belo desenho. Mas ainda um desafio.

A prática de praxe, o “spanking” bem dado pelo Dono, hora esperada e também temida, teste poderoso de submissão para essa “sub-nem-tão-masoca” e que desperta a mais profunda sensação de pertencimento, obediência e entrega. Não é à toa que está presente nas fotos, comentários, imaginário e vivência dos BDSMer como uma prática símbolo da dominação, o chicote na mão do Dono. Seja chicote, chibata, “cane”, vara, cinto, ou palmadas, o “spanking” é instrumento central nessa na N/nossa relação.

Ainda teve um momento de servidão delicioso, quando a sub pode ser a empregada do seu Senhor, cozinhou e serviu seu Dono, de coleira, salto alto e fio dental, uma refeição em todas as suas formas para seu Mestre.
 
               Tudo isso intercalado com carinho e firmeza do Dono, com sexo, libido, conversas, olhares. Um Mestre em conduzir e guiar, uma felicidade enorme em ser guiada. Inesquecível sessão.

 

 
 




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